Os bancos recentemente liberados para operar no sistema financeiro norte-americano incluem o Banco Central da Venezuela, o Banco de Venezuela, o Banco Digital dos Trabalhadores e o Banco do Tesouro. Esses desdobramentos se seguem a uma série de ações militares e políticas que ocorreram nos últimos meses, incluindo uma operação militar em janeiro de 2026 com o objetivo de capturar o presidente Nicolás Maduro e sua esposa, Cilia Flores. A situação política na Venezuela levou a um reconhecimento por parte dos EUA do governo interino, liderado pela então vice-presidente Delcy Rodríguez.
Desde o início de 2026, as relações entre Washington e Caracas começaram a se transformar, com a suspensão de algumas sanções e a introdução de novas medidas de alívio. Em janeiro, foi autorizada a comercialização de petróleo de origem venezuelana por empresas americanas. Fevêreiro trouxe a liberação de licenças para exportar diluentes e fornecer serviços para a exploração de petróleo, enquanto no último mês houve a extensão das reduções de sanções para o setor petroquímico e elétrico, além de transações com a estatal PDVSA.
Apesar do alívio progressivo, as sanções setoriais mais amplas contra a Venezuela permanecem em vigor. A estratégia dos EUA ao focar em setores como o petróleo é facilitar a recuperação econômica do país, sob sua supervisão. Assim, as novas licenças para operações com bancos venezuelanos representam um passo potencial para uma normalização financeira gradual, em um contexto ainda marcado por incertezas políticas e econômicas.
Esses desenvolvimentos evidenciam uma tentativa de reavivar o diálogo e a cooperação entre as duas nações, mesmo em meio a um cenário de complexidade geopolítica. A continuação desse processo dependerá de ambos os lados e da evolução das condições internas na Venezuela, além das decisões que Washington decidir tomar nos próximos meses.
