Durante a sua fala, Aoun enfatizou que o Líbano, enquanto um Estado soberano, participa das negociações de maneira independente, escolhendo deliberadamente essa abordagem como a “mais favorável”. Ele destacou que o acordo-quadro não apenas protege os direitos e interesses do país no contexto jurídico, mas também considera a realidade no terreno, uma preocupação crucial em meio a uma região marcada por tensões.
O presidente também fez referência à posição de Nabih Berri, presidente do Parlamento libanês, que está comprometido em garantir a estabilidade interna e evitar conflitos civis. Em suas palavras, Aoun ressaltou que há um consenso entre os partidos libaneses de que a perpetuação de conflitos internos e ataques às forças armadas é inaceitável. Esta unidade é vista como essencial para a paz e a ordem no Líbano, que já enfrentou períodos turbulentos no passado.
As recentes negociações em Washington culminaram na elaboração de um acordo-quadro que pretende servir como uma base sólida para a consolidação do cessar-fogo e a exploração de futuras discussões sobre questões disputadas e controversas. As autoridades libanesas esclareceram que essa iniciativa não se trata de uma concessão dos direitos nacionais, mas sim de um mecanismo diplomático destinado a mitigar a escalada militar por parte de Israel, garantindo uma retirada das suas forças e facilitando o retorno de cidadãos deslocados às suas comunidades.
Assim, o cenário futuro do Líbano depende não apenas de negociações bem-sucedidas, mas também de um compromisso colaborativo entre os principais atores políticos para assegurar um ambiente de estabilidade e paz no país.





