Entretanto, essa parceria não foi recebida de braços abertos. Após o anúncio, muitos internautas expressaram sua indignação, acusando DiCaprio de “greenwashing”, uma prática que envolve a promoção de uma imagem de responsabilidade ambiental que pode ser considerada enganosa. Críticos argumentam que essa estratégia é uma tentativa de desviar a atenção de ações que podem ter um grande impacto ambiental negativo.
Um usuário do Reddit, por exemplo, questionou a postura do ator, citando seu papel em “Não Olhe Para Cima” (2021) – um filme que aborda a crise climática de maneira contundente. A crítica evidenciou a aparente discordância entre a mensagem do filme e as práticas pessoais de DiCaprio, levantando questões sobre a eficácia e a autenticidade de suas ações em prol do meio ambiente.
Outro comentarista fez observações mais ácidas, afirmando que se Bezos realmente estivesse preocupado com questões ambientais, poderia optar por doar sua fortuna e pressionar por políticas ambientais mais robustas. O ataque à imagem de DiCaprio se aprofundou quando internautas lembraram que, enquanto muitos tentam fazer escolhas sustentáveis, o ator frequentemente utiliza seu jato particular e tem um estilo de vida que contrasta com os ideais que promove.
Essas reações online refletem uma crescente desconfiança em relação a celebridades que se posicionam como defensoras do meio ambiente, mas cujas ações pessoais podem ser vistas como contraditórias. A questão expõe um dilema maior sobre a responsabilidade das figuras públicas em liderar pelo exemplo e a eficácia de suas iniciativas filantrópicas em um mundo cada vez mais consciente das questões ambientais. O desenrolar dessa polêmica poderá influenciar tanto a percepção pública sobre as intenções de DiCaprio e Bezos quanto o próprio futuro da luta contra a extinção de espécies.
