Legista Revela: Lesões em Henry Borel Foram Causadas Antes da Morte, Desmascarando Versão de Acidente Doméstico Durante Julgamento Controverso.

O julgamento do caso Henry Borel ganhou novos contornos nesta sexta-feira, quando o médico-legista Luiz Carlos Leal Prestes apresentou as evidências sobre as lesões encontradas no corpo do menino de quatro anos. Durante seu depoimento, Prestes afirmou categoricamente que as 14 feridas identificadas foram causadas antes da morte de Henry, resultando de ações contundentes e não de um acidente doméstico, como alegado por alguns envolvidos no caso. O legista descreveu as lesões como incompatíveis com a narrativa de um evento acidental, afirmando que as marcas eram evidentes e que outras três lesões observadas no laudo cadavérico eram resultado das manobras de ressuscitação realizadas quando Henry já estava sem vida.

Enquanto Prestes detalhava as feridas em uma apresentação que incluiu imagens impactantes do corpo da criança, a mãe de Henry, Monique Medeiros, demonstrou evidente dificuldade em lidar com o conteúdo apresentado. Ela tapou os olhos e acabou passando mal, necessitando de atendimento médico no tribunal. Apesar do incidente, a sessão do júri não foi suspensa e a juíza Elizabeth Machado Louro decidiu dispensar Monique do restante do julgamento após ser medicada.

A defesa de Jairinho, padrasto da criança e principal acusado, trouxe seus próprios argumentos à tona. Os advogados tentaram sustentar que a laceração hepática, uma das lesões discutidas, foi provocada pelas manobras de ressuscitação, uma tese que foi rebatida firmemente pelo legista, que não reconheceu essa explicação como válida. Além disso, a defesa questionou a quantidade de laudos feitos após a morte de Henry e a possível falta de um raio-X que, segundo eles, indicaria a presença de um pneumotórax.

A situação se intensificou com a defesa solicitando que o outro médico-legista, Luiz Airton Saveedra de Paiva, fosse ouvido como informante, tentando alegar uma suposta proximidade dele com Leniel Borel, pai de Henry. O pedido foi negado, e Saveedra foi então ouvido em plenário. Durante seu depoimento, ele confirmou a presença de traumatismos em várias partes da cabeça da criança, o que resultou em um descolamento do couro cabeludo. Ele também mencionou sinais de contusões nos pulmões e hemorragias, sendo que a hemorragia peritoneal foi citada como a causa da morte. Saveedra enfatizou que Henry já estava sem vida ao chegar ao Hospital Barra D’or, reiterando a gravidade da situação que levou à tragédia.

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