Embora desejasse concorrer ao cargo máximo em São Paulo, Kataguiri justificou sua escolha citando uma análise estratégica. Ele enfatizou que a continuidade na Câmara seria mais benéfica, tanto para sua carreira política quanto para o fortalecimento da bancada do seu partido. Em suas palavras, “Nem sempre a gente pode seguir o caminho que gostaria de seguir. Às vezes, a gente tem que encarar estradas mais duras, mais ingratas, mais pesadas.”
Outro aspecto importante do evento foi a confirmação da aliança com o pré-candidato à Presidência, Renan Santos. Kataguiri anunciou que, se Santos for eleito, assumirá um novo superministério, com foco na Reforma do Estado. Esta pasta terá um escopo abrangente, atuando em áreas como gestão pública, trabalho, Previdência, Casa Civil e relações institucionais.
O deputado também mencionou que planeja iniciar diálogos com economistas renomados para compor sua equipe e elaborar projetos significativos caso o governo se concretize. Ele citou nomes de peso da economia, como Zeina Latif e Mário Mesquita, destacando que a nova pasta não terá a mesma configuração que o “posto Ipiranga”, um termo frequentemente associado a Paulo Guedes, ex-ministro da Economia.
Nas pesquisas eleitorais, Kataguiri vinha sendo apontado com cerca de 5% das intenções de voto para o governo paulista. A escolha de focar na Câmara foi vista como uma estratégia para aumentar a representatividade do Missão, já que a legenda ainda está avaliando se lançará outro candidato ao governo estadual ou adotará uma postura neutra na disputa. A tendência inicial parece apontar para a formação de uma chapa própria, sem alianças formais com outros partidos.




