Born demonstrou estar perplexa com a decisão de Lessa de se unir ao atual prefeito de Maceió, JHC. “Estou incrédula. Isso é uma verdadeira aventura política”, declarou, ressaltando que uma mudança dessa magnitude não faz parte de sua visão política. Kátia, que foi a primeira mulher a ocupar a prefeitura da capital alagoana, criticou duramente a proposta de Lessa, alegando que a aliança com JHC é desprovida de fundamentos programáticos.
Em suas declarações, Born teceu um forte discurso contra a atual administração municipal, destacando o que considera um desequilíbrio alarmante nas prioridades de investimento. “Maceió apresenta alguns dos piores índices de educação e saúde em Alagoas. Em vez de focar apenas na estética urbana, a gestão deveria se preocupar em melhorar esses setores essenciais”, afirmou.
A ex-prefeita também lembrou que Paulo Dantas, atual governador, sempre foi receptivo às demandas de Lessa, enfatizando a contribuição deste para o crescimento do PDT, o que torna o distanciamento entre eles ainda mais impactante.
Além de Kátia Born, o descontentamento dentro do partido parece ser generalizado. A ex-prefeita planeja se reunir com outras lideranças femininas e figuras influentes do PDT que também se opõem à coligação com o que definem como “candidato de direita”. Essa insatisfação pode culminar em uma saída coletiva de cargos e na dissolução de laços com nomes históricos da legenda.
Vale lembrar que essa não é a primeira rixa entre Lessa e Born. Em 2006, um desentendimento semelhante ocorreu, quando Lessa apoiou Teotonio Vilela Filho, enquanto Kátia defendia Luís Abílio. Agora, como pré-candidata a deputada estadual, Born admite que está em uma encruzilhada sobre sua participação no pleito, mas parece determinada a priorizar suas convicções ideológicas, colocando em xeque suas alianças políticas de longa data.







