Kamala Harris Enfrenta Derrota Histórica Após Gastos Milionários em Campanha nos EUA, Resultando nos Piores Números entre Democratas em 20 Anos

Na recente disputa eleitoral, a vice-presidente dos Estados Unidos, Kamala Harris, enfrentou um resultado sombriamente inesperado. Apesar de ter investido um recorde de US$ 1,5 bilhão (cerca de R$ 8,7 bilhões) em sua campanha ao longo de 15 semanas, Harris se tornou a primeira candidata do Partido Democrata em 20 anos a não apenas perder as eleições entre delegados, mas também no voto popular. Este desempenho é particularmente alarmante, dado que a vice-presidente contava com uma estrutura de campanha sólida e recursos financeiros mais do que suficientes para competir em um cenário eleitoral desafiador.

A análise dos gastos da campanha revela que, mesmo com tudo à sua disposição, a democrata não conseguiu converter essa vantagem financeira em votos em estados cruciais. As estimativas indicam que a equipe de Harris utilizou uma parte significativa do orçamento em publicidade e eventos sociais com celebridades de destaque, como Lady Gaga e Beyoncé, na esperança de galvanizar o eleitorado. Contudo, a estratégia não produziu os resultados desejados, evidenciando uma falha na execução.

Nos estágios finais da competição, a vice-presidente chegou a ultrapassar seu adversário republicano, Donald Trump, em gastos com publicidade na televisão. Aproximadamente US$ 2,5 milhões foram destinados a campanhas digitais e parcerias com influenciadores, enquanto a publicidade externa na cidade de Las Vegas custava cerca de US$ 900 mil por semana. Apesar de tais esforços, a crítica dentro do próprio partido democratico não tardou a surgir, com muitos questionando a eficácia dessa abordagem e o uso judicioso dos recursos.

Décisões sobre a contratação de consultores e a realização de despesas controversas, como um debate online mediado por Oprah Winfrey, também foram alvos de escrutínio. Embora Harris tenha acrescentado novos conselheiros à sua equipe, grande parte dos profissionais que auxiliaram na campanha de Biden permaneceu, o que pode ter contribuído para as deficiências estruturais observadas.

Após a derrota, os apoiadores de Harris tentaram minimizar o impacto negativo, argumentando que, em estados-chave, os resultados ainda eram promissores. Contudo, não houve consenso interno a respeito desse otimismo. A campanha agora enfrenta incertezas financeiras, com alegações de que as dívidas não foram quitadas, desafiando a narrativa de que todas as obrigações financeiras estavam em dia.

Enquanto isso, Donald Trump, que havia governado o país de 2017 a 2021, celebrou sua vitória nas eleições de 5 de novembro, tornando-se o primeiro político a retornar à presidência após um intervalo de quatro anos. No horizonte, as formalidades para reconhecer a vitória e preparar a posse presidencial estão agendadas para 6 de janeiro e 20 de janeiro, respectivamente. A adversidade enfrentada por Harris ressalta as dificuldades que o Partido Democrata pode ter que confrontar enquanto se prepara para os desafios futuros.

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