Cármen Lúcia fez um retrospecto histórico, lembrando como, antes da implementação das urnas eletrônicas em 1996, o processo eleitoral dependia de cédulas de papel e urnas de lona. Nesse cenário, as contagens eram feitas manualmente, uma fase que, segundo ela, era suscetível a manipulações e fraudes. A ministra ressaltou que a modernização do sistema, ao transformar o voto em uma operação digital, trouxe uma nova era de transparência e confiança para os eleitores brasileiros. “Nesses 30 anos, acabamos com a fraude eleitoral”, declarou, enfatizando que agora é impossível uma pessoa votar em nome de outra, além de garantir que os resultados reflitam fielmente a vontade da população nas urnas.
O evento também foi marcado pelo lançamento de um novo mascote do TSE, denominado Pilili, uma escolha que faz referência ao alerta sonoro emitido pela urna ao encerrar a votação. O tribunal planeja utilizar o mascote em diversas iniciativas para engajar os jovens eleitores, com o objetivo de incentivá-los a participar ativamente do processo democrático. Cármen Lúcia destacou a importância do voto, especialmente para os jovens que completarão 16 anos até a data das eleições. “Queremos que cada vez mais os jovens exerçam seu direito de voto e se tornem cidadãos ativos na escolha de seus representantes”, afirmou.
As eleições de 2023 se aproximam, com o primeiro turno programado para o dia 4 de outubro. Nessa data, serão escolhidos presidentes da República, governadores, senadores, além de deputados federais, estaduais e distritais. Caso necessário, o segundo turno para os cargos de governador e presidente será realizado em 25 de outubro. A importância desse processo não pode ser subestimada, e o TSE está empenhado em garantir que todos os cidadãos possam participar de forma segura e confiável.






