De acordo com Nunes Marques, o “Selo Acurácia Eleitoral” busca reconhecer os institutos que apresentarem um grau elevado de precisão em relação aos resultados oficiais das eleições. Ele enfatizou que a iniciativa representa um esforço para valorizar boas práticas e promover o aprimoramento técnico na realização de pesquisas eleitorais. O ministro argumentou que, por meio desse selo, seria possível oferecer um reconhecimento público às empresas que demonstrarem uma elevada acurácia em seus resultados, contribuindo assim para a credibilidade das informações eleitorais.
Após o anúncio do presidente, o TSE abriu um período para receber sugestões, que se encerrará na próxima sexta-feira (17), sobre os critérios que nortearão a seleção dos institutos que receberão o selo. Este movimento, no entanto, já gerou repercussões no setor.
A Associação Brasileira de Empresas de Pesquisa (ABEP) manifestou seu descontentamento com a proposta, enfatizando que as pesquisas refletem a intenção de voto dos cidadãos no momento em que são realizadas e não devem ser vistas como previsões infalíveis. A entidade ressalta que, entre o momento da coleta de dados e o dia da votação, os eleitores podem mudar de opinião, o que torna impraticável a expectativa de que uma pesquisa acerte o resultado final da eleição. Além disso, a ABEP expressou preocupação com a posição da Justiça Eleitoral como um possível juiz da qualidade das pesquisas, sugerindo que iniciativas desse tipo devem ser elaboradas em diálogo com a comunidade científica e os institutos de pesquisa, para que não incentivem práticas inadequadas ou comprometam a integridade metodológica necessária na condução de pesquisas sérias.
