No dia 23 de março, Castro foi oficialmente condenado pelo TSE, e a eleição para um mandato-tampão deverá ser realizada por meio de um processo onde os deputados da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) exercem seus votos. O movimento de convocação das eleições indiretas, no entanto, gerou controvérsias, principalmente entre siglas políticas. O PSD, partido do ex-governador, recorreu ao Supremo Tribunal Federal (STF), defendendo que o processo eleitoral deveria ser realizado de forma direta, ou seja, com a participação popular.
A situação se agravou quando, no dia anterior ao julgamento no TSE, Cláudio Castro decidiu renunciar ao seu mandato. Essa saída estratégica visava cumprir o prazo necessário de desincompatibilização para que pudesse se candidatar ao Senado. Críticos consideram essa manobra uma tentativa de garantir que as eleições para o novo governante ocorram de maneira indireta, evitando assim a votação direta maioria popular, que poderia desfavorecer seus aliados.
O ex-governador tinha até o dia 4 de abril para deixar seu cargo, e essa resignação tem implicações diretas na administração do estado, que atualmente se encontra sem um vice-governador desde a saída de Thiago Pampolha, em 2025. Ele deixou o cargo para assumir uma posição no Tribunal de Contas do estado, resultando em um vazio na linha sucessória.
Atualmente, o presidente do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, Ricardo Couto de Castro, exerce temporariamente as funções de governador, o que acentua a necessidade de uma decisão rápida sobre o futuro político do estado. O julgamento agendado no TSE se reveste de urgência, uma vez que determinará o caminho a ser seguido nas próximas eleições e poderá impactar a situação política no estado por vários anos. Com o STF também aguardando o desfecho do recurso, a expectativa é alta em relação ao que os próximos dias poderão trazer para a política fluminense.




