Henry, que viveu com Jairinho e sua mãe, Monique Medeiros, foi vítima de um crime que causou grande comoção em todo o país e cuja repercussão midiática foi intensa. A defesa do ex-vereador alegava que essa ampla cobertura poderia prejudicar o julgamento, solicitando a mudança da sede do júri para outra cidade, de forma a garantir um veredicto imparcial. Contudo, no mês de maio, o pedido foi rejeitado pela 7ª Câmara Criminal. Na decisão mais recente, a desembargadora Maria Angélica Guerra Guedes, segunda vice-presidente do tribunal, reafirmou essa posição ao afirmar que não foram apresentados elementos que comprovassem a ilegalidade das deliberações passadas.
Leniel Borel, pai de Henry e assistente de acusação, celebrou a decisão, enfatizando que a manutenção do julgamento no município do Rio era justificada, dado o contexto trágico e a gravidade do caso. Leniel reiterou sua determinação em acompanhar o processo judicial com rigor, ressaltando a importância de que a verdade prevaleça e que a memória de seu filho seja respeitada.
Em junho, o 2º Tribunal do Júri do Rio já havia condenado Dr. Jairinho a 43 anos, nove meses e 20 dias de prisão. Sua companheira, Monique Medeiros, teve a acusação de homicídio doloso (com intenção de matar) desclassificada para homicídio culposo e recebeu perdão judicial. Ela foi condenada por omissão em relação aos maus-tratos sofridos por Henry, tendo cumprido anteriormente pena suficiente para extinguir sua condenação.
Este caso, considerado um dos mais extensos da história do Judiciário fluminense, durou onze dias e expôs detalhes dramáticos que ainda ressoam na sociedade brasileira, levantando discussões sobre violência doméstica, responsabilidade parental e a proteção da infância. A busca por justiça para Henry Borel segue firme, e as próximas etapas do processo jurídico continuam a ser acompanhadas de perto por todos os envolvidos.
