Justiça tardia: família aguarda há mais de 12 anos por desfecho do caso do cabo da PMGO morto em atropelamento em racha.

A família do cabo da Polícia Militar do Estado de Goiás (PMGO) Luciano Alves Rabelo está há mais de 12 anos aguardando por justiça. O militar, que faleceu aos 35 anos de idade em setembro de 2012, foi vítima de um atropelamento em serviço por um carro em alta velocidade durante um racha na GO-346, no Entorno do Distrito Federal.

Após uma luta de anos na Justiça para que a morte de Luciano não fosse considerada apenas um acidente de trânsito, a família finalmente poderá ter um desfecho para o caso, com um júri popular marcado para novembro deste ano. Luciano deixou uma esposa, dois filhos e inúmeros amigos na cidade de Formosa (GO), onde viveu por mais de uma década.

Elaine Freitas Silva, viúva de Luciano, relembra com tristeza o quanto o militar era querido e respeitado na cidade. Ele era conhecido por ser um ótimo ser humano, esposo dedicado e pai amoroso. Elaine desabafa sobre a falta que Luciano faz à família e como a perda impactou a vida de todos, principalmente das crianças que ficaram sem pai.

O caso, que agora está sendo encaminhado para o júri popular, teve uma longa trajetória jurídica. A defesa dos acusados chegou a recorrer da decisão em 2ª Instância, anulando a possibilidade de um julgamento por júri. No entanto, após uma apelação ao Superior Tribunal de Justiça, a decisão foi restaurada, trazendo esperança para a família de Luciano.

Os advogados da acusação estão confiantes de que a justiça será feita e os responsáveis pelo atropelamento serão responsabilizados. Elaine acredita que houve influência política para adiar o julgamento e evitar a condenação dos culpados, mas agora espera que a justiça seja feita e que a memória de Luciano seja honrada.

O caso do atropelamento durante um racha envolvendo os autores Quirino Ferreira Neto e Dhiego Bruno de Jesus foi detalhado no processo. Os acusados justificaram seus atos, mas a investigação apontou para a gravidade do ocorrido e a falta de socorro prestado à vítima.

Agora, a família de Luciano aguarda ansiosamente pelo julgamento e pela esperança de que a justiça será feita em nome do cabo da Polícia Militar. A memória de Luciano deve ser lembrada com justiça e respeito, trazendo paz àqueles que seguem esperando por um desfecho adequado para essa tragédia.

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