JUSTIÇA – [Supremo Tribunal Federal mantém direitos políticos de Dilma Rousseff após ação do PSL ser rejeitada

A ex-presidente Dilma Rousseff teve seus direitos políticos mantidos pela maioria dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) em decisão proferida nesta sexta-feira (22). A Corte rejeitou uma ação movida pelo partido extinto PSL que buscava anular parte da decisão do Congresso Nacional que resultou no impeachment de Dilma, em 2016.

O PSL questionou a validade das duas votações realizadas no plenário do Senado para decidir sobre a perda do cargo e a inabilitação para exercício de função pública de Dilma. Na votação presidida pelo ex-ministro do STF Ricardo Lewandowski, a ex-presidente sofreu o impeachment, mas conseguiu manter seus direitos políticos com o apoio da maioria dos senadores.

Seguindo o voto da relatora, ministra Rosa Weber, a maioria dos ministros entendeu que não cabe ao Supremo reverter a votação do impeachment. A ministra afirmou que, apesar da relevância das questões levantadas, não é viável repetir a votação nem substituir o mérito da decisão tomada pelo Senado Federal.

A manifestação da relatora foi apoiada pelos ministros Dias Toffoli, Cármen Lúcia e Cristiano Zanin. Alexandre de Moraes também rejeitou a ação, porém com base em questões processuais. Para o ministro, partidos políticos não têm o direito de entrar com mandado de segurança coletivo no STF.

Importante ressaltar que o caso está sendo julgado pelo plenário virtual da Corte, modalidade em que os ministros inserem seus votos no sistema eletrônico e não há deliberação presencial. A votação seguirá até o fim do dia.

Dilma Rousseff foi a primeira mulher a ocupar a presidência do Brasil e seu mandato foi marcado por turbulências políticas, crise econômica e denúncias de corrupção. O impeachment de Dilma dividiu o país e teve desdobramentos significativos na política nacional. Agora, com a decisão do STF, a ex-presidente poderá manter seus direitos políticos, mesmo após ter sido deposta do cargo. A análise desse caso pelo Supremo é de extrema importância, pois os rumos da política brasileira estão diretamente ligados à interpretação da Constituição e à validade dos processos de impeachment.

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