JUSTIÇA – Supremo Tribunal Federal mantém condenações dos assassinos de Marielle Franco e Anderson Gomes, com a votação virtual encerrando nesta sexta-feira.

A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) manifestou sua decisiva posição nesta quinta-feira, ao formar uma maioria de votos que reafirma as condenações dos cinco indivíduos envolvidos no brutal assassinato da vereadora Marielle Franco e de seu motorista, Anderson Gomes, ocorrido em março de 2018, no Rio de Janeiro. Até o momento, a votação está em 3 votos a 0 contra os recursos apresentados pelos defensores dos acusados. O julgamento virtual deve ser encerrado nesta sexta-feira, com a expectativa de que a ministra Cármen Lúcia complete a análise.

Com essa votação, permanecem válidas as penas impostas a figuras de alta relevância no cenário político e de segurança pública fluminense. Entre os condenados, estão Domingos e Chiquinho Brazão, que ocupam posições significativas dentro do Tribunal de Contas do Rio e na Câmara dos Deputados, além de Rivaldo Barbosa, ex-chefe da Polícia Civil do estado. Os demais condenados são Ronald de Paula, um major da Polícia Militar, e Robson Calixto, um ex-policial militar.

As sentenças foram proferidas pela Primeira Turma do STF em fevereiro deste ano, quando as condenações foram definidas de forma unânime. Domingos e Chiquinho Brazão receberam a maior pena, totalizando 76 anos de prisão cada um. Rivaldo Barbosa foi sentenciado a 18 anos, enquanto Ronald de Paula deverá cumprir 56 anos de reclusão e Robson Calixto foi condenado a 9 anos de prisão.

No que diz respeito à situação atual dos condenados, todos estão sob custódia, embora Chiquinho Brazão se encontre em prisão domiciliar devido a questões de saúde, destacando a complexidade do caso que abalou o Brasil. A repercussão do crime e a luta por justiça por parte de familiares e apoiadores de Marielle Franco persistem, refletindo uma demanda social por esclarecimento e justiça, que continua a mobilizar a sociedade civil e as instituições.

As próximas decisões do STF podem continuar a influenciar não apenas o desfecho desse caso emblemático, mas também promover reflexões sobre a violência política e sua relação com as estruturas de poder em nosso país.

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