O caso, que inicialmente era analisado pelo plenário virtual da Corte, foi interrompido após um pedido de destaque feito pelo ministro Flávio Dino. Este mecanismo permite que um julgamento que está ocorrendo de forma virtual seja transferido para o plenário físico, onde os ministros se reúnem pessoalmente. Até o momento, não há uma data definida para a reinício da discussão sobre o tema.
O relator do caso, ministro Edson Fachin, já apresentou seu voto, que, até agora, se coloca a favor da manutenção do uso dos imóveis públicos como garantias. O placar atual está 1 a 0, favorável a essa prática, o que sugere uma tendência inicial em direção à permissão.
Em abril, Fachin havia concedido uma liminar que permitiu ao governo do Distrito Federal suspender uma decisão anterior do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios (TJDFT), a qual proibia essa utilização. Essa liminar foi solicitada pelo GDF como uma medida emergencial frente à crise enfrentada pelo BRB.
Com a possibilidade de garantir uma operação de crédito que pode chegar até R$ 6 bilhões, o BRB busca acesso a recursos por meio do Fundo Garantidor de Créditos (FGC) e instituições financeiras, tentando evitar uma crise de liquidez que poderia resultar em uma intervenção do Banco Central. O cenário é tenso, e as consequências de futuras decisões do STF serão monitoradas de perto, dado seu potencial impacto na estabilidade financeira do banco e na economia do Distrito Federal.