Apesar dessa queda mensal, uma análise em comparação com abril do ano anterior mostra que o setor apresentou uma ligeira alta de 1%. A média móvel trimestral, um indicador que visa capturar a tendência de longo prazo do setor, não apresentou variação, enquanto no acumulado em 12 meses, o crescimento é de 1,5%. No entanto, os números atuais ainda estão 1,5% abaixo do recorde histórico alcançado em março de 2026.
Entre os oito grupos de atividades analisados, seis registraram uma queda nas vendas de março para abril. O comércio de lubrificantes teve um efeito particularmente negativo. Essa seção do mercado foi impactada ainda pelo aumento global nos preços de combustíveis, que é resultado das tensões geopolíticas no Oriente Médio, evidenciando como fatores externos podem influenciar a economia local.
Os dados específicos revelam que a categoria de combustíveis e lubrificantes caiu 6,2%, enquanto outros setores também enfrentaram quedas, como artigos de uso pessoal e doméstico (-4,6%) e equipamentos de escritório e informática (-4,5%). Por outro lado, os hiper e supermercados, que representam 56,6% do comércio nacional, mostraram um crescimento de 1,3%, destacando-se como um setor mais resistente.
No comércio varejista ampliado, que inclui também o atacado, houve uma queda de 0,7% de março para abril, mas o cenário é mais promissor no acumulado de 12 meses, onde a alta é de 1,8%. Em um contexto mais amplo da economia, os últimos resultados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) foram mistos: a indústria registrou uma alta de 0,7% e o setor de serviços cresceu 1,2%, indicando um leve otimismo em meio à volatilidade do comércio.
