Os réus no processo são o conselheiro do Tribunal de Contas do Rio de Janeiro (TCE-RJ), Domingos Brazão; seu irmão, o deputado federal Chiquinho Brazão (Sem Partido-RJ); o ex-chefe da Polícia Civil do Rio de Janeiro Rivaldo Barbosa; e o major da Polícia Militar Ronald Paulo de Alves Pereira. Todos estão sendo acusados de homicídio e organização criminosa e estão detidos aguardando o desenrolar do processo.
Entre as testemunhas convocadas, estão as promotoras do Ministério Público do Rio, Letícia Emile e Simone Sibilio, que estiveram envolvidas nas investigações iniciais do caso Marielle. As promotoras solicitaram dispensa dos depoimentos, justificando que participaram da Força-Tarefa responsável pelo caso Marielle, o que as impede de depor como testemunhas na ação penal.
Na primeira fase de depoimentos, as testemunhas de acusação foram ouvidas, indicadas pela Procuradoria-Geral da República (PGR). Destaque para os depoimentos dos ex-policiais Ronnie Lessa e Élcio de Queiroz, que confessaram participação no assassinato de Marielle. Lessa chegou a afirmar que os réus são “pessoas de alta periculosidade” e assinou um acordo de delação premiada, admitindo ter atirado na vereadora a mando dos irmãos Brazão.
O desenrolar desse processo tem gerado grande repercussão, com a sociedade ansiosa por respostas e por justiça no caso que chocou o país. O retorno dos depoimentos das testemunhas representa um passo importante para o desfecho dessa investigação.
