JUSTIÇA – STF homologará acordo sobre Mariana para garantir segurança jurídica, evitando judicialização e prolongamento do conflito nove anos após desastre.

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Luís Roberto Barroso, tomou uma decisão importante nesta quinta-feira (24) ao transferir para a Corte o processo de conciliação sobre o ressarcimento dos danos causados pelo trágico rompimento da barragem do Fundão, em Mariana (MG), que ocorreu em 2015.

Com essa medida, o acordo que será assinado nesta sexta-feira (25) entre o governo federal e as mineradoras no Palácio do Planalto terá que ser homologado pelo STF, não mais pela Justiça Federal em Minas Gerais. O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva está confirmado para participar desse evento tão importante.

O ministro Barroso justificou sua decisão destacando que a homologação pelo STF garantirá segurança jurídica ao acordo. Ele ressaltou que essa ação vai evitar a constante judicialização de diferentes aspectos do conflito e impedir a prolongação da situação de insegurança jurídica que já perdura há nove anos desde o desastre.

Enquanto isso, em Londres, uma outra ação de indenização envolvendo cerca de 620 mil vítimas teve início esta semana. Nessa ação, as vítimas buscam que a empresa BHP Billiton, acionista da mineradora Samarco, responsável pelo desastre em Mariana, seja condenada a pagar as indenizações devidas. É importante ressaltar que a empresa tem sede em Londres.

O rompimento da barragem do Fundão resultou em 19 mortes e causou danos irreparáveis às comunidades ao longo da bacia do Rio Doce, tanto em Minas Gerais quanto no Espírito Santo. Esse triste episódio marcou a história do país e gerou uma série de consequências para milhares de famílias afetadas. O caso segue sendo acompanhado de perto e busca por justiça e reparação continua.

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