O ministro ressaltou que a lei de 2006 teve o intuito de descriminalizar todos os usuários de drogas, afirmando que nenhum usuário deve ser criminalizado. Além disso, Toffoli defendeu a necessidade de estabelecer políticas públicas para diferenciar usuários de traficantes, bem como realizar campanhas educativas sobre os malefícios do uso de drogas. Ele sugeriu que órgãos como a Agência Nacional de Vigilância Sanitária e os ministérios da Justiça, Educação e Trabalho e Emprego atuem nesse sentido nos próximos 18 meses.
Ainda em andamento, a sessão do STF aguarda os votos finais dos ministros Luiz Fux e Cármen Lúcia. O julgamento tem gerado grande repercussão, uma vez que a decisão final do Supremo poderá impactar significativamente a legislação brasileira sobre drogas. A expectativa é de que os votos dos ministros restantes contribuam para esclarecer ainda mais a posição da Corte em relação à descriminalização do porte de maconha para uso pessoal.





