Neste contexto, Frias é identificado como o produtor-executivo do filme “Dark Horse”, que ainda não estreou nos cinemas. O processo inicial do STF se baseia na suspeita de que R$ 2 milhões foram desviados em favor do Instituto Conhecer Brasil, entidade associada à Go Up Entertainment, a produtora responsável pela obra. Essa investigação ganhou relevância após uma representação da deputada Tabata Amaral, do PSB, que levantou questões sobre as possíveis irregulares nas emendas.
Recentemente, a situação se complicou ainda mais para o Supremo. Um oficial de justiça se dirigiu a Brasília para tentar localizar o parlamentar na data de 18 de setembro. Porém, o porteiro do prédio informou que Frias não reside ali há cerca de dois anos. O endereço utilizado foi fornecido pela Câmara dos Deputados conforme solicitação do ministro Flávio Dino, que é o relator do caso.
Nos esforços anteriores de notificar Frias, o oficial de justiça já havia entrado em contato com o gabinete do deputado em diversas ocasiões, onde foi informado de que ele estaria “em uma missão internacional”, sem previsão de retorno. Desde março, a tentativa de comunicação com o deputado já tinha ocorrido em três ocasiões diferentes.
Em resposta às alegações de irregularidade, Mário Frias defende que não há qualquer inconsistência nas emendas, amparando-se em um parecer da Advocacia da Câmara que também aponta a ausência de vícios formais. A polêmica em torno do filme ganhou ainda mais força após ser revelado que o senador Flávio Bolsonaro buscou financiamento para as gravações com o banqueiro Daniel Vorcaro, uma informação que foi globalmente divulgada e negada pelo senador, que argumenta a legalidade da coleta de recursos.
O desdobramento deste caso segue sendo acompanhado de perto, uma vez que a relação entre as emendas parlamentares e as produções audiovisuais levanta questões relevantes sobre a transparência e a ética no uso de dinheiro público.





