JUSTIÇA – STF decide em sessão presencial validade da liminar de Gilmar Mendes sobre marco temporal para demarcação de terras indígenas

O Supremo Tribunal Federal (STF) está prestes a tomar uma decisão crucial em relação à validade da decisão do ministro Gilmar Mendes sobre a instauração de processo de conciliação e a suspensão das ações envolvendo o marco temporal para demarcação de terras indígenas. Nesta sexta-feira (3), os ministros iniciaram a votação no plenário virtual para referendar a liminar do ministro, porém a votação foi interrompida devido a um pedido de destaque feito pelo presidente da Corte, Luís Roberto Barroso, levando o caso para julgamento presencial, cuja data ainda não foi definida.

O ministro Gilmar Mendes é o relator das ações protocoladas pelo PL, PP e Republicanos que buscam manter a validade do projeto de lei que reconheceu o marco temporal, além de processos nos quais entidades representativas dos indígenas e partidos governistas questionam a constitucionalidade da tese. Segundo Mendes, é preciso debater questões de grande relevância antes da decisão final da Corte, destacando a importância da pacificação dos conflitos e do debate colaborativo e propositivo para resolver impasses institucionais e jurídicos.

A tese do marco temporal defende que os indígenas só têm direito às terras que estavam em sua posse até o dia 5 de outubro de 1988, data da promulgação da Constituição Federal, ou que estavam em disputa judicial na época. Apesar de ter sido validado pelo Congresso Nacional em dezembro do ano passado, o Supremo havia decidido contra o marco em setembro, o que levou o presidente Lula a vetar o projeto de lei. No entanto, os parlamentares derrubaram o veto, resultando em uma disputa jurídica que agora está nas mãos do STF.

Recentemente, indígenas que participaram do Acampamento Terra Livre (ATL) demonstraram apoio ao julgamento presencial do caso, demonstrando a importância e a sensibilidade da questão para as comunidades indígenas do Brasil. O desfecho desse julgamento terá impactos significativos não apenas na demarcação de terras indígenas, mas também nas relações políticas e jurídicas do país. A decisão final do STF será aguardada com expectativa por todos os envolvidos nesse debate.

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