A nova data para o julgamento sobre o mandato-tampão ainda não foi definida, pois em abril o processo foi suspenso devido a um pedido de vista do ministro Flávio Dino. Até o momento, o placar está em 4 votos a 1 pela eleição indireta, contrariando a posição defendida pelo diretório estadual do PSD, que alega a necessidade de eleições diretas.
A situação de convulsão política no estado do Rio de Janeiro se agravou quando o ex-governador Claudio Castro foi condenado à inelegibilidade pelo TSE em março. Com a determinação de eleições indiretas, o estado viu sua linha sucessória ficar desfalcada, já que o ex-vice-governador Thiago Pampolha deixou o cargo em 2025 para assumir uma vaga no Tribunal de Contas do estado, deixando o cargo de vice-governador vago.
Rodrigo Bacellar, ex-presidente da Alerj e próximo na linha sucessória, também foi cassado na mesma decisão do TSE que condenou Castro. Diante desse cenário, o presidente do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, Ricardo Couto de Castro, exerce interinamente o cargo de governador do estado.
A indefinição sobre a realização de novas eleições para o mandato-tampão gera instabilidade política no estado e coloca em xeque a legitimidade das decisões tomadas pelo governo interino. O STF segue como o principal órgão responsável por definir o desfecho desse imbróglio político que afeta diretamente a população fluminense.
