As acusações contra Buzzi surgiram inicialmente a partir do relato de uma jovem de 18 anos, que alegou ter sido importunada sexualmente por ele durante um passeio na praia em Balneário Camboriú, onde estava hospedada na casa do magistrado e seus pais. O caso rapidamente ganhou repercussão, levando outras duas mulheres a procurarem o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) para relatar semelhantes denúncias, mas esta vez envolvendo situações que ocorreram no âmbito de seu trabalho como juiz.
Em fevereiro, o STJ decidiu afastar cautelarmente Buzzi enquanto uma sindicância interna é realizada por um grupo de três relatores: Francisco Falcão, Antônio Carlos Ferreira e Raul Araújo. Desde então, o prazo para a conclusão dessa sindicância já foi prorrogado e deverá ser finalizado nas próximas semanas. Apesar do afastamento, os advogados de Buzzi tentaram, sem sucesso, suspender a sindicância perante o STF.
No âmbito criminal, a investigação avança sob a supervisão de Nunes Marques, que é encarregado de relatar o andamento do processo no STF, onde Buzzi possui foro privilegiado. O ministro está avaliando os depoimentos, incluindo o da jovem que fez a primeira denúncia, que também se apresentou ao CNJ.
Desde o início das acusações, Buzzi se manifestou negando veementemente os fatos que lhe são imputados. Em nota oficial, sua defesa descreveu as denúncias como parte de uma “campanha sistemática de acusações veiculadas na imprensa”. Os advogados, Maria Fernanda Ávila e Paulo Emílio Catta Preta, sustentaram que os eventuais reveses jurídicos não alteram a realidade em que Buzzi, ao longo de sua longa carreira, não cometeu qualquer ato impróprio. Questionaram ainda o que consideram um linchamento moral injusto, levando em conta a reputação do magistrado, que alega ter mais de quatro décadas de atuação isenta e íntegra, sem quaisquer antecedentes negativos.






