Justiça reconhece pastora como presidente da Bola de Neve em decisão que marca reviravolta no comando da instituição religiosa.

A Justiça de São Paulo reconheceu a pastora Denise Seixas como presidente interina e vice-presidente da Bola de Neve, em meio a uma ampla batalha judicial pela liderança da igreja evangélica. A decisão da 12ª Vara Cível também determinou que a diretoria administrativa e o conselho deliberativo da instituição permaneçam com a composição anterior à morte do fundador Rinaldo Luiz de Seixas, conhecido como apóstolo Rina.

Na última quinta-feira (9/1), a juíza Camila Bariani determinou que a viúva de Rina assuma o comando, garantindo a estabilidade administrativa do “corpo diretivo” da igreja. A decisão anula o que foi estabelecido em uma reunião extraordinária realizada um dia após a morte de Rina, na qual Gilberto Custódio de Aguiar foi eleito como vice-presidente interino.

No entanto, a juíza apontou lacunas no estatuto social da organização religiosa, que concentra grande parte dos poderes decisórios na figura do presidente. Com isso, a diretoria administrativa da Bola de Neve é composta por presidente, vice-presidente, secretário e tesoureiro, com mandatos por tempo indeterminado.

A defesa da pastora Denise Seixas afirmou que estão sendo realizadas reuniões para a escolha de novos membros do conselho, visando a lisura, transparência e capacidade técnica. Enquanto isso, o conselho deliberativo da igreja garantiu que irá recorrer da decisão da Justiça, destacando que a renúncia assinada por Denise em agosto é válida e que a pastora já recebeu valores acordados no divórcio.

Além da disputa pelo comando da Bola de Neve, a pastora Denise Seixas e membros da direção da igreja acusam Everton César Ribeiro e outros integrantes de desvio de dinheiro. Há denúncias de movimentações financeiras na conta de Rina e contratos suspeitos envolvendo empresas ligadas a Ribeiro.

Em meio à briga judicial pela liderança da instituição religiosa, a Justiça negou o pedido da pastora para ser inventariante dos bens de Rina. O filho mais velho do casal foi nomeado responsável pela lista de posses e terá dois meses para providenciar os documentos necessários.

A disputa pela sucessão na presidência da Bola de Neve continua gerando intensos embates judiciais, com acusações de desvio de dinheiro e questionamentos sobre a validade de acordos firmados. A batalha pelo controle da igreja ainda promete novos capítulos e reviravoltas nos tribunais.

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