Adilsinho, figura central na nova cúpula do jogo do bicho no Rio, já cumpre pena por outro crime e é considerado, segundo as autoridades de segurança, o principal produtor e distribuidor de cigarros falsificados na região. As investigações apontam que Bruno Kilier, que representava uma fabricante de cigarros, pode ter sido assassinado por se opor aos interesses da organização criminosa que Adilsinho lidera. A execução do policial foi realizada com tiros de fuzil e envolveu um monitoramento minucioso, feito através de um dispositivo de rastreamento GPS clandestinamente instalado em seu veículo.
O MPRJ destaca que o grupo criminosa tem como objetivo monopolizar o comércio ilegal de cigarros no estado do Rio de Janeiro. Essa ação não é um caso isolado, mas parte de uma série de homicídios associados à chamada “máfia do cigarro”, que mantém conexões com disputas pelo controle da contravenção do jogo do bicho.
O ex-policial Rafael Dutra é descrito como um colaborador próximo de Adilsinho, participando ativamente do planejamento e monitoramento do crime. Já Jefferson Rodrigues foi responsável pela aquisição e configuração do rastreador que facilitou o acompanhamento da vítima.
Diante da gravidade dos crimes e da alta periculosidade dos acusados, a decisão do Tribunal incluiu a permanência de Adilsinho em um presídio federal de segurança máxima. Ele já se encontra detido em uma unidade de segurança máxima em Brasília, desde sua captura em Cabo Frio, no dia 26 de fevereiro deste ano. Vale ressaltar que, além de seus envolvimentos ilícitos, Adilsinho também ostenta o título de presidente de honra da Escola de Samba Acadêmicos do Salgueiro, uma das mais tradicionais do carnaval carioca.





