JUSTIÇA – Presidente do STF determina novo plano de desintrusão em terras indígenas e ação para aperfeiçoar saúde dos povos.

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Luís Roberto Barroso, determinou nesta quinta-feira (9) que o governo federal adote um novo plano para desintrusão de sete terras indígenas. O prazo para cumprimento da retirada de não indígenas será de um ano.

As Terras Indígenas contempladas pela decisão são Yanomami, Karipuna, Uru-Eu-Wau-Wau, Kayapó, Araribóia, Mundurucu e Trincheira Bacajá. A determinação faz parte de um processo em que, no início deste ano, foi determinada a retirada de invasores dos territórios, como garimpeiros e madeireiros.

Além disso, Barroso também determinou que o Ministério da Saúde apresente, em 90 dias, um plano de ação para aperfeiçoar o sistema de atenção à saúde indígena. Essas medidas foram consideradas necessárias pelo ministro para proteger os indígenas.

Em sua decisão, Barroso destacou a importância de medidas de isolamento e expulsão dos invasores, como garimpeiros, criadores de gado e pescadores ilegais, para a preservação das terras indígenas. O ministro ressaltou a importância de prever ações específicas para sufocar as ocupações ilegais e destruir equipamentos utilizados para atividades ilegais nessas terras.

A crise que afetou as comunidades Yanomamis no início deste ano levou o governo federal a decretar Emergência em Saúde Pública de Importância Nacional para combater a desassistência sanitária dos povos que vivem na região.

É importante destacar a relevância dessas medidas tanto para a proteção das terras indígenas quanto para a garantia da saúde e bem-estar das comunidades afetadas. A atuação do STF nesse caso evidencia a importância da proteção dos direitos indígenas e o cumprimento das leis para garantir um futuro sustentável para essas comunidades.

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