Rosana havia sido condenada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) a 13 anos e seis meses de prisão, mas estava em liberdade condicional, utilizando uma tornozeleira eletrônica. No entanto, em janeiro do ano passado, a mulher desertou do Brasil, passando pelo Peru antes de ser detida ao tentar entrar nos Estados Unidos. Sua fuga foi marcada por uma série de medidas evasivas, que a mantiveram sob a mira das autoridades brasileiras, uma vez que o país buscava a sua extradição.
Após a prisão, Rosana foi transferida para o Complexo Penitenciário Feminino Estevão Pinto, na capital mineira, onde permanecerá à disposição das autoridades competentes. A Polícia Federal segue realizando investigações acerca das circunstâncias que levaram à sua fuga e possíveis conivências.
Uma audiência de custódia está agendada para esta quinta-feira, no gabinete do ministro Alexandre de Moraes, que é o relator do caso. Esse procedimento é uma etapa crucial para definir os próximos passos legais a serem tomados em relação à acusada, que teve o seu nome associado a um dos episódios mais conturbados da recente história política do país.
A prisão de Rosana Maciel Gomes marca um importante desdobramento nas apurações relacionadas aos atos de 8 de janeiro, quando uma série de manifestações extremistas tentou reverter os resultados eleitorais. As implicações legais de sua condenação e a resposta do sistema judicial em relação a essa e outras consequências estão sendo amplamente observadas pela sociedade e pelos especialistas em direito.