Esse movimento foi autorizado pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que interveio em meio a divergências acerca da localização de armas registradas em nome do ex-mandatário. Na última sexta-feira, Moraes havia determinado a suspensão do porte de armas de Bolsonaro e a apreensão de seu arsenal, que, conforme a defesa, estaria sob a guarda das Forças Armadas.
A situação se complicou quando, após a decisão do ministro, o Exército informou que de suas seis armas, apenas quatro foram entregues à PF. De acordo com a defesa de Bolsonaro, a falta de entrega de duas armas se deu em função de não terem sido localizadas. Um dos equipamentos em questão, uma espingarda, é descrito como um presente que o ex-presidente recebeu e que se encontra atualmente em uma importadora no Rio Grande do Sul. A outra arma, uma pistola Glock, estava sob a posse de um segurança do ex-presidente e, segundo a defesa, é a mesma que está retida na Polícia Civil do Distrito Federal.
Diante dessas divergências e da falta de clareza nas informações, o ministro Moraes decidiu conduzir as buscas. Embora a Polícia Civil do DF não tenha indiciado Bolsonaro e tenha informado que as armas estão legalizadas, Moraes acredita que a posse de armamento é incompatível com o cumprimento da pena a que o ex-presidente foi condenado.
Em 2022, Bolsonaro recebeu uma sentença de 27 anos e três meses de prisão em um caso relacionado a uma suposta trama golpista. Após passar por uma cirurgia recente, ele foi autorizado a cumprir sua pena em regime domiciliar temporário, enquanto se recupera de uma pneumonia bacteriana. A situação atual gera discussões sobre a legalidade e a ética em torno da custódia de armamentos por indivíduos que enfrentam questões legais tão severas.
