Em contraste, a maior queda nos preços da cesta básica foi identificada em João Pessoa, com uma diminuição de 3,97%. Recife e Maceió também apresentaram reduções relevantes, com -3,62% e -3,61%, respectivamente. No entanto, ao se analisar o período dos primeiros seis meses de 2023, todas as capitais enfrentaram incremento nos preços, variando de 4,02% em São Luís a 21,48% em Fortaleza, refletindo um panorama preocupante para o orçamento das famílias brasileiras.
Um dos fatores que mais influenciaram a alta nos preços foi o feijão, cujos valores aumentaram em todas as cidades incluídas na pesquisa. As elevações são atribuídas à diminuição da área cultivada e às adversidades climáticas que impactaram tanto a primeira quanto a segunda safra do grão. Além do feijão, houve também um aumento nos preços do arroz agulhinha, da carne bovina de primeira e do leite integral.
São Paulo liderou a lista das capitais com a cesta básica mais cara, alcançando um custo médio de R$ 965,47, seguida por Cuiabá (R$ 937,93), Rio de Janeiro (R$ 920,94) e Florianópolis (R$ 918,42). Por outro lado, Aracaju, São Luís, Maceió e Natal apresentaram os menores valores médios entre as cidades do Norte e do Nordeste, com cestas variando de R$ 630,40 a R$ 686,07.
Importante destacar que o Dieese, utilizando a cesta básica mais cara como referência e considerando a determinação constitucional de que o salário mínimo deve cobrir as despesas básicas de alimentação, moradia, saúde, entre outros, estimou que o valor do salário mínimo em junho deveria ser de R$ 8.110,92. Esse valor é cinco vezes superior ao salário mínimo atual, estabelecido em R$ 1.621, o que evidencia a pressão econômica enfrentada pela população brasileira em meio ao aumento continuado dos preços.
