Os membros do grupo teriam conseguido acessar dados sigilosos das vítimas, possibilitando a prática de fraudes financeiras. O esquema, que se mostra cada vez mais sofisticado, contava com a colaboração de servidores públicos e advogados, cuja participação era crucial para obstruir investigações e disseminar informações privilegiadas, dificultando assim qualquer intento de elucidação das fraudes.
Cerca de 120 agentes da Polícia Federal estiveram mobilizados durante a operação, que resultou na execução de 25 mandados de busca e apreensão em diversas localidades. Os municípios do estado do Rio de Janeiro, como a capital, Duque de Caxias, Nova Iguaçu, Niterói e Cabo Frio, foram os principais alvos, além de duas cidades em São Paulo, Indaiatuba e Salto.
A investigação revelou que a organização criminosa não apenas operava com recursos ilícitos, mas também se apoiava em contraventores para facilitar a corrupção de agentes públicos. Essa rede de crime estruturada tinha como objetivo principal obstruir a apuração dos delitos e garantir acesso a informações sensíveis, fortalecendo assim sua atuação ímproba.
A Caixa Econômica Federal emitiu um comunicado destacando que está colaborando ativamente com a Polícia Federal, fornecendo informações para auxiliar nas investigações e operações destinadas a combater fraudes e golpes. O banco assegurou que realiza um monitoramento constante de suas operações financeiras, buscando identificar e investigar quaisquer atividades suspeitas que possam comprometer a integridade dos seus serviços.
Dessa forma, a Operação Infiltrados representa um importante passo no combate ao crime organizado no setor financeiro, evidenciando a necessidade de uma vigilância rigorosa para proteger os correntistas e assegurar um ambiente mais seguro para transações bancárias no país.





