JUSTIÇA – Polícia Federal conclui que joias sauditas recebidas por Bolsonaro saíram do país em avião presidencial, revela relatório indiciando ex-presidente.

A Polícia Federal concluiu que parte das joias sauditas recebidas pelo governo do ex-presidente Jair Bolsonaro foram transportadas em uma mala no avião presidencial, em dezembro de 2022. O relatório que indiciou Bolsonaro e mais 11 envolvidos no suposto esquema foi liberado pelo ministro Alexandre de Moraes, do STF. A investigação apontou que a equipe do ex-presidente utilizou o avião presidencial para levar bens de alto valor para os Estados Unidos, onde Bolsonaro passou uma temporada após deixar o cargo.

Pelo menos três kits de joias foram identificados pela PF como retirados através da aeronave do ex-presidente. Esses kits incluíam esculturas douradas, joias da marca Chopard e um conjunto da Rolex. Em um dos casos de desvio citado na investigação, o general da reserva Mauro Lourena Cid teria recebido dinheiro em sua conta para ocultar a origem dos recursos provenientes da venda das joias.

Além disso, a PF concluiu que as vendas das joias ocorriam por ordem de Bolsonaro e que presentes dados por autoridades estrangeiras deveriam ser entregues ao Gabinete Pessoal da Presidência da República. Há suspeitas de que alguns desses presentes tenham sido desviados para o acervo privado do ex-presidente sem passar pela devida avaliação.

A Agência Brasil está tentando entrar em contato com a defesa do ex-presidente para obter mais informações sobre o caso. A investigação revela um possível esquema de desvio de joias de alto valor e lavagem de dinheiro envolvendo a equipe de Bolsonaro. Este escândalo pode ter sérias consequências legais para o ex-presidente e os demais indiciados. A sociedade espera que a Justiça seja feita e que os responsáveis sejam devidamente punidos. Ações como essa corroem a confiança do povo nas instituições e na classe política, reforçando a necessidade de transparência e responsabilidade no exercício do poder.

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