Segundo informações preliminares divulgadas pelo delegado Thiago Boing, que está à frente do inquérito, as tentativas de intimar Bolsonaro pessoalmente falharam. Em seu ofício ao STF, Boing relatou que a equipe de segurança do ex-presidente impediu que a intimação fosse realizada. Ele destacou que o ato não pôde ser efetivado devido à recusa da escolta em permitir que o procedimento se concretizasse, o que impossibilitou que Bolsonaro fosse notificado diretamente.
O ex-presidente se encontra em prisão domiciliar desde 24 de março, quando recebeu alta do Hospital DF Star, onde foi internado por um quadro de pneumonia bacteriana. Caso o STF conceda a autorização solicitada, Bolsonaro deverá prestar depoimento na próxima quarta-feira (24), às 15h, via videoconferência.
A arma em questão foi apreendida durante uma operação policial na noite de segunda-feira (15), quando um veículo Honda Civic foi parado em um ponto de bloqueio na região de Taguatinga. O motorista do automóvel, que se apresentou como servidor do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República (GSI), alegou que a arma pertencia a Bolsonaro. Durante a abordagem, as autoridades localizaram também um carregador sobressalente da pistola, que é do modelo Glock de 9 milímetros.
O motorista foi levado para a delegacia, onde relatou que havia sido designado para transportar a pistola para reparo, afirmando que a arma foi retirada naquele mesmo dia com a intenção de devolvê-la no dia seguinte.
Na quarta-feira passada, a defesa de Bolsonaro confirmou a propriedade da arma, justificando que ela havia sido deixada com um segurança para ser consertada. Os advogados ressaltaram que o ex-presidente não está sujeito a qualquer proibição em manter a arma em sua residência. Com as novas informações, a investigação continua a desenrolar-se, deixando a sociedade atenta aos desdobramentos legais que envolvem o ex-mandatário.





