Os dois principais suspeitos, que incluem o líder da quadrilha, estavam detidos no Rio de Janeiro por tentativas de suborno a um agente de segurança de um instituto federal, buscando facilitar a apropriação de obras de arte. Dessa forma, as prisões foram realizadas dentro do sistema penitenciário. Além destes, uma mulher foi presa sob suspeita de colaboração no planejamento e execução do roubo.
Esses indivíduos são parte de uma organização criminosa que atua na avaliação, ocultação, intermediação e possível venda clandestina das obras subtraídas. As investigações revelam que há indícios de que as obras poderiam ser enviadas para o exterior, tornando o esquema ainda mais complexo e internacional.
Os mandados abrangem diversas cidades, incluindo São Paulo, São Bernardo do Campo, Diadema e também partes do Rio de Janeiro, focando em locais associados a leilões e comércio de artes. A ação policial representa um esforço coordenado para desmantelar esta rede de criminalidade que ameaça o patrimônio cultural e artístico do Brasil.
O roubo em questão ocorreu no dia 7 de dezembro, durante a exposição “Do livro ao museu: MAM São Paulo e a Biblioteca Mário de Andrade”, no momento em que dois criminosos armados se infiltraram na biblioteca, renderando um vigilante e três visitantes. Eles conseguiram escapar em direção à estação Anhangabaú do metrô, levando consigo 13 gravuras de renome que, até agora, permanecem desaparecidas.
Na semana do crime, as autoridades conseguiram realizar a prisão de um dos assaltantes, e um segundo envolvido foi capturado em 19 de dezembro. Embora os indivíduos tenham sido detidos, a busca pelas valiosas obras de arte continua, refletindo os desafios enfrentados pelas autoridades na proteção do patrimônio cultural.





