O protocolo da denúncia ocorreu por volta das 17h30, mas, até o momento, ainda não foi designado um relator para o caso. O crime de calúnia, conforme a legislação brasileira, se refere à falsa imputação de um ato que é considerado crime, o que, neste contexto, está sendo utilizado pela PGR para fundamentar suas acusações contra o pré-candidato à presidência da República.
O clima de hostilidade entre Zema e Mendes se intensificou após uma entrevista concedida pelo ministro, durante a qual Mendes criticou o ex-governador, ironizando seu sotaque e lembrando que ele “governou Minas com liminares do STF”, em referência a decisões que suspenderam a cobrança de dívidas do estado federal. Esse embate tornou-se ainda mais acirrado com a solicitação de Mendes para que Zema fosse incluído no inquérito relacionado às fake news, que é conduzido pelo ministro Alexandre de Moraes.
Em resposta a esses acontecimentos, Zema se manifestou por meio de uma nota à imprensa, onde reafirmou sua disposição em criticar o que chamou de “intocáveis”, aqueles que, segundo ele, não aceitam críticas e se consideram acima da responsabilidade e prestação de contas. Em suas palavras, o ex-governador reafirmou a determinação em não se recuar frente às adversidades e afirmou: “Não vou recuar um milímetro”.
Esse episódio levanta importantes questões sobre a liberdade de expressão e os limites da crítica política no Brasil, especialmente em um momento em que o país se prepara para mais um pleito eleitoral. A tensão entre figuras proeminentes do sistema judiciário e da política destaca os desafios enfrentados na construção de um debate saudável e respeitoso.





