JUSTIÇA – Operação Vérnix: Influenciadora Deolane Bezerra é presa por lavagem de dinheiro ligado ao PCC e desvio de R$ 327 milhões em Presidente Venceslau.

Em uma operação de grande magnitude, as autoridades de São Paulo deflagraram nesta quinta-feira uma investigação que se desdobrou a partir da apreensão de bilhetes do Primeiro Comando da Capital (PCC), uma das facções criminosas mais poderosas do Brasil. O material, encontrado em um presídio em Presidente Venceslau em 2019, não apenas revelava a dinâmica interna da facção, mas também levou os investigadores a descobrir um esquema de lavagem de dinheiro que envolve a influenciadora e advogada Deolane Bezerra.

Embora os bilhetes não mencionassem diretamente o nome de Bezerra, as investigações demonstraram que ela estava recebendo valores de uma transportadora relacionada ao PCC, cujo funcionamento era centralizado na mesma cidade. De acordo com as informações coletadas, o dinheiro era transferido por várias contas para dificultar seu rastreio, e duas delas estavam diretamente associadas à influenciadora.

A Operação Vérnix também mirou outros membros da organização criminosa, como Marco Herbas Camacho, conhecido como Marcola, e seu irmão Alejandro, ambos presos na Penitenciária Federal de Brasília. Paloma Sanches Herbas Camacho, sobrinha de Marcola, é uma foragida na Espanha, enquanto Leonardo Alexsander Ribeiro Herbas Camacho, um dos sobrinhos, estaria na Bolívia e seria o destinatário do dinheiro lavado.

Com assistência da Interpol, que emitiu um alerta vermelho para os investigados, a operação resultou em seis mandados de prisão e no bloqueio de mais de R$ 327 milhões, além da apreensão de 17 veículos de luxo e quatro imóveis. O promotor de Justiça Lincoln Gakiya destacou que o fato de Marcola e Alejandro ainda continuarem a emitir ordens mesmo presos evidencia a complexidade da operação criminosa.

A investigação revelou ainda que Deolane Bezerra é vista como uma ‘caixa’ do crime organizado, recebendo e misturando valores ilícitos com suas finanças, em uma relação que se intensificou nos últimos anos, especialmente após 2022. O procurador-geral de Justiça de São Paulo, Paulo Sérgio de Oliveira e Costa, enfatizou que a prisão de figuras públicas nesse contexto pode ter um efeito dissuasor sobre a criminalidade, mostrando que mesmo aqueles com grande influência nas redes sociais não estão acima da lei. A expectativa é de que novos desdobramentos ocorram, envolvendo não apenas Deolane, mas também outros aspectos do crime organizado.

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