Na última quinta-feira, 16 de março, a PF efetuou prisões preventivas de grande relevância, incluindo a do ex-presidente do BRB, Paulo Henrique Costa, e do advogado Daniel Monteiro, este último identificado como um dos operadores financeiros do esquema fraudulento encabeçado por Daniel Vorcaro, proprietário do banco Master, que já se encontra preso desde março. As prisões foram autorizadas pelo Supremo Tribunal Federal (STF), através do ministro André Mendonça, e se somam a outras 12 detenções realizadas nas fases anteriores da operação.
Com os desdobramentos das quatro fases da Compliance Zero, a Polícia Federal também cumpriu 96 mandados de busca e apreensão em uma abrangente operação que abarcou seis estados brasileiros: Bahia, Distrito Federal, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul e São Paulo. Além disso, foi determinada a suspensão de bens dos suspeitos, estabelecendo limites que podem chegar até R$ 27,7 bilhões, e o afastamento dos investigados de suas funções públicas.
William Murad, diretor-executivo da PF, destacou a complexidade da operação, que se desdobra em diversas etapas e revela camadas de irregularidades. Na fase inicial, as investigações focaram nas fraudes atribuídas ao banco Master; já a recente abordagem se acentuou nos casos de corrupção envolvendo gestores do BRB e em um esquemático processo de lavagem de dinheiro.
Por sua vez, o ministro da Justiça e Segurança Pública, Wellington Cesar Lima, reiterou que a Operação Compliance Zero é um componente de uma série de iniciativas que o governo federal planeja implantar com o intuito de fortalecer o combate ao crime organizado em um futuro próximo. Essa determinação reflete um compromisso maior da administração com a transparência e a integridade do sistema financeiro nacional, buscando resposta eficaz a práticas ilícitas que fragilizam a confiança nas instituições financeiras.
