Justiça nega pedido de Gusttavo Lima e mantém bloqueio de bens em investigação de lavagem de dinheiro relacionada a jogos ilegais.

A juíza Andréa Calado da Cruz, da 12ª Vara Criminal do Recife, proferiu uma decisão nesta sexta-feira (18/10) negando um novo pedido da defesa do cantor Gusttavo Lima para desbloquear os bens da empresa Balada Eventos e Produções. A magistrada manteve o bloqueio de R$ 20 milhões, juntamente com imóveis, embarcações e um jato, como parte das investigações da Operação Integration, que visa apurar lavagem de dinheiro relacionada a jogos ilegais.

Em sua argumentação, a juíza ressaltou que a defesa do cantor persiste na busca pela liberação dos bens, embora seus pedidos se mostrem ineficazes e careçam de justificativas plausíveis. Essa é a segunda vez que a solicitação de liberação do patrimônio é rejeitada pela Justiça, que considera não haver fatos novos que justifiquem tal medida.

O bloqueio dos bens da empresa foi decretado em 23 de setembro, um dia antes da revogação da prisão preventiva do cantor. A juíza destacou que existem “fortes indícios” de envolvimento da Balada Eventos e de Gusttavo Lima em um esquema de lavagem de dinheiro proveniente de atividades como o jogo do bicho, apostas esportivas e cassinos online.

A defesa de Gusttavo Lima alega que todos os bens foram adquiridos com recursos legítimos da empresa, porém a decisão da juíza reforça a posição anterior e também nega a transferência do processo para a Justiça da Paraíba, solicitada pelo Ministério Público de Pernambuco. A magistrada considerou que a tese da defesa já havia sido rejeitada anteriormente e que não houve novos recursos do MPPE sobre o assunto.

Com a decisão da juíza, o cantor Gusttavo Lima e a Balada Eventos continuam com seus bens bloqueados, no âmbito das investigações da Operação Integration. A defesa segue tentando reverter a situação, enquanto a Justiça mantém as restrições patrimoniais, baseada nos indícios de envolvimento em crimes de lavagem de dinheiro e organização criminosa.

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