As resoluções que embasaram essas decisões, de números 1.683 e 1.684, surgem em um contexto alarmante de irregularidades. Farmácias de manipulação foram acusadas de operar fora das normas estipuladas, como a venda de medicamentos manipulados sem a devida prescrição individualizada, prática que contraria as diretrizes sanitárias. Além disso, o uso da internet para comercialização desses produtos sem os devidos cuidados também foi destacado.
Dentre as farmácias afetadas, a ICT Farmacêutica Ltda teve sua comercialização de produtos à base de tirzepatida suspensa. A Anvisa alertou que esse medicamento estava sendo manipulado de maneira padronizada, sem a individualização requerida, desconsiderando a necessidade de prescrição regulamentada.
Outra farmacêutica, a Prista Fórmulas Manipulação Farmacêutica, também teve suas operações interrompidas, pois comercializava medicamentos com formulações fixas, sem a devida prescrição para os usuários. Da mesma forma, a Formedica Farmácia de Manipulação Ltda se viu na mesma situação, após a fiscalização identificar a manipulação de produtos sem a devida orientação médica.
Além disso, a Victalab Farmácia de Manipulação Ltda teve sua atuação suspensa devido a notificações de eventos adversos graves associados ao uso de produtos à base de polidocanol, levando a agência a agir com cautela em relação à segurança do público. Por outro lado, a IHB Ecommerce Ltda foi alvo de apreensão de fórmulas, pois operava sem a autorização necessária e sem registro dos produtos na Anvisa. A Treelife Pharmah Ltda, por sua vez, teve interditada a divulgação de suas manipulações.
Em complemento, a Anvisa também se deparou com a necessidade de apreender lotes falsificados de medicamentos essenciais, como o Keytruda e o Saizen, ambos relacionados ao tratamento de doenças graves. O lote Y020844 do Keytruda e o lote AB003660 do Saizen foram identificados como falsificações, e a Anvisa agiu para proibir sua comercialização, distribuição e uso no país, salvaguardando assim a saúde da população.
Essas iniciativas refletem um esforço contínuo da Anvisa para assegurar que os consumidores tenham acesso a medicamentos de qualidade e que os riscos à saúde sejam minimizados, reafirmando seu compromisso com a vigilância sanitária no Brasil.







