O resultado da votação alcançou a marca de 3 a 1, sendo que apenas Mendonça defendeu a continuidade das investigações. Em seu discurso, Moraes enfatizou a importância das CPIs para o esclarecimento e a responsabilização de fraudes ligadas ao Instituto Nacional do Seguro Social, no entanto, argumentou que não existe um “direito líquido e certo” que exija a prorrogação dos trabalhos. Ele destacou que a instalação de comissões com prazos determinados é um direito assegurado à minoria, enquanto a prorrogação cabe à decisão da maioria.
Ademais, Moraes levantou preocupações pertinentes sobre o que ele classifica como “abusos” dentro da comissão, incluindo alegações de vazamento de informações sigilosas para a imprensa, notando que a CPMI estaria manipulando dados relacionados a investigações da Polícia Federal e compartilhando-os com jornalistas.
A votação na Corte segue para a confirmação dos demais votos, enquanto a situação da comissão permanece indefinida. A CPMI já havia enfrentado momentos de impasse, com o relator Mendonça tendo imposto um prazo de 48 horas para que o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, se manifestasse sobre a leitura do requerimento de prorrogação. Mendonça teve que agir diante da inatividade de Alcolumbre, que não aceitou o pedido de extensão feito pelo presidente da comissão, o senador Carlos Viana, que, por sua vez, se disse frustrado com a omissão das autoridades do Senado em tratar do assunto. Viana chegou a prorrogar os trabalhos da CPMI por um prazo de 120 dias, aguardando o desfecho por parte do STF. O desenrolar desta situação continua a ser motivo de atenção e debate no cenário político do país.
