De acordo com o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro, conhecido como Gaeco, o trio descumpriu repetidamente as medidas impostas, que incluíam restrições de circulação durante a noite e nos finais de semana. Em particular, foi reportado que Carlos Fernando Dias Chaves apresentou um problema grave: seu dispositivo de monitoramento eletrônico foi descarregado em pelo menos nove ocasiões, permanecendo fora de operação por mais de 72 horas em um desses casos. Esse tipo de falha compromete o controle e a fiscalização das medidas cautelares, colocando em risco a ordem pública, segundo a representação do Ministério Público.
A operação desta terça-feira foi realizada com o apoio da Coordenadoria de Segurança e Inteligência do Ministério Público e da Corregedoria da Polícia Militar do estado. Este desdobramento coincide com os esforços do Gaeco, que já havia denunciado 31 pessoas por envolvimento em organização criminosa, incluindo 18 policiais militares ativos, durante a primeira fase da Operação Pretorianos. A investigação revelou uma rede de corrupção, na qual policiais das forças Civil e Militar eram subornados em troca de proteção e facilitação das atividades ilícitas lideradas por Andrade.
As investigações apontam que Rogério Andrade e Flávio da Silva Santos, conhecido como “Flávio da Mocidade”, estão no comando de uma das maiores organizações de exploração de jogos de azar no Rio de Janeiro. Eles gerenciam locais de apostas e estão envolvidos em conflitos violentos com facções rivais. Relatos evidenciam a corrupção dentro das corporações policiais, onde o pagamento de propinas se tornou uma prática comum, minando a integridade das instituições de segurança pública. A decisão unânime da Justiça em favor da manutenção de Andrade em um presídio federal de segurança máxima é um reflexo da gravidade das acusações e do comprometimento das autoridades em combater esse tipo de crime organizado no estado.
