Uma das armas, a 11ª do total, foi apreendida recentemente em uma operação policial. O armamento foi encontrado com um dos seguranças de Bolsonaro durante uma blitz, que alegou que a arma estava sendo levada para reparos. O ocorrido gerou discussões sobre a legalidade do porte de armas por parte do ex-presidente, especialmente em um contexto de crescente debate sobre segurança e armamento no Brasil.
Na última sexta-feira, Moraes revogou o registro de colecionador, atirador desportivo e caçador (CAC) de Bolsonaro, gerando maior repercussão e preocupação em relação ao controle das armas que pertencem ao ex-presidente. Embora a Polícia Civil do Distrito Federal tenha decidido não indiciar Bolsonaro, alegando que a arma apreendida estaria regular e que não havia indícios de crime, a determinação do ministro ressoa em um cenário de rígido monitoramento da posse de armamentos.
Adicionalmente, a decisão de Moraes foi proferida na mesma ocasião em que o ministro decidiu manter Bolsonaro sob penas de prisão domiciliar humanitária. O magistrado não encontrou, segundo suas observações, “falta grave” que justificasse uma possível mudança do regime de prisão, apesar do incidente relacionado à arma.
No último ano, Jair Bolsonaro foi condenado a um total de 27 anos e 3 meses de prisão devido a um processo relacionado a tentativas de golpe. Após passar por uma cirurgia, o ex-presidente se viu em uma situação em que lhe foi concedida a possibilidade de cumprir sua pena em casa, um benefício que se deu especialmente devido a problemas de saúde, incluindo uma pneumonia bacteriana por que está se recuperando atualmente. A situação continua a ser um foco de atenção tanto no meio político quanto na esfera pública, refletindo as tensões atuais no país.
