O prazo estipulado para que Flávio compareça e ofereça seu depoimento é de dez dias. Moraes baseou sua determinação no parecer do procurador-geral da República, Paulo Gonet, que ressaltou a segurança e a importância do procedimento para apurar a veracidade das alegações levantadas. Gonet descreveu o caso como “especial relevância”, o que reflete a seriedade da situação e a necessidade de esclarecimentos.
Recentemente, a PF enviou ao STF um relatório indicando a existência de “indícios concretos” que apontam para a prática de calúnia por parte de Flávio. As postagens que geraram a investigação ocorreram em 3 de janeiro, numa plataforma social onde o senador fez graves acusações a Lula, incluindo crimes como tráfico de drogas, apoio ao terrorismo, fraude eleitoral, e lavagem de dinheiro. Entre as declarações, Flávio chegou a relacionar o presidente a Nicolás Maduro, ex-chefe de Estado da Venezuela, uma comparação que sublinha o teor explosivo das alegações.
A investigação foi autorizada por Moraes em abril, quando decidiu pela abertura de um inquérito para investigar a imputação de crimes por Flávio a Lula. Em sua decisão mais recente, o ministro reafirmou a importância do depoimento ao afirmar: “ACOLHO a manifestação da Procuradoria-Geral da República e DETERMINO O RETORNO DOS AUTOS à Polícia Federal para que proceda à oitiva do investigado, no prazo máximo de 10 (dez) dias”.
Após o depoimento, Gonet indicou que tomará uma posição sobre a possibilidade de apresentar uma denúncia contra o senador, o que poderá ter um impacto significativo nas relações políticas e jurídicas que circundam o caso. A expectativa agora é de como se desenrolarão os próximos passos, especialmente em relação à consequência judicial que a oitiva poderá gerar.





