Nesta fase, foram emitidos 19 mandados de busca e apreensão em localidades como Niterói, São Gonçalo, Itaboraí, Resende e a capital fluminense. Além dos nomes de destaque, a lista de alvos inclui um policial civil e um ex-policial militar, refletindo a profundidade da investigação. A ação vai além das buscas, incluindo medidas como sequestro de bens e a suspensão de atividades econômicas de empresas associadas ao grupo investigado.
Márcio Canella, ex-prefeito da Baixada Fluminense, foi convocado para depor na Superintendência da Polícia Federal no Centro do Rio, onde pode fornecer mais informações sobre os incidentes que levaram à operação. A Secretaria de Estado de Polícia Civil do Rio de Janeiro, em uma nota oficial, anunciou que a Corregedoria-Geral abriu uma investigação disciplinar para apurar as acusações. O órgão reafirmou seu compromisso em combater desvios de conduta e assegurar a transparência na prestação de serviços à sociedade.
Um relatório do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) revelou que o grupo criminoso poderá ter movimentado impressionantes R$ 7,6 bilhões nos últimos seis anos. As investigações prosseguem, e os envolvidos podem ser responsabilizados por crimes como organização criminosa, lavagem de dinheiro e irregularidades em contratações.
Durante a operação, os policiais conseguiram apreender um notável arsenal e bens valiosos. Em uma das residências fiscalizadas, localizada no bairro de Camboinhas em Niterói, foram encontrados cinco revólveres, um fuzil, munições, além de relógios, joias, dinheiro em diversas moedas e quatro veículos de luxo. Em outro imóvel, no bairro de Piratininga, também em Niterói, foram localizados dois carros de alto valor.
Essa ação integra a Força-Tarefa Missão Redentor II, uma iniciativa da Polícia Federal cumpre rigorosamente as diretrizes estabelecidas pelo Supremo Tribunal Federal na ADPF 635, com o objetivo de desarticular organizações criminosas atuantes no estado. Márcio Canella, por sua vez, já ocupou cargos como vereador e deputado estadual e, após deixar a prefeitura em abril deste ano, busca se candidatar em futuras eleições. Até o momento, as defesas dos envolvidos não foram localizadas para comentar os desdobramentos da operação.





