Moraes deixou claro que, caso a ordem não seja cumprida, os presidentes dessas cortes poderão enfrentar consequências severas, como o afastamento imediato do cargo de direção e potencial responsabilização penal. Essa determinação foi motivada por uma recente matéria que revelou que diversos tribunais pagaram montantes superiores ao teto imposto pelo STF em março, em alguns casos ultrapassando os R$ 200 mil. O valor mais alto identificado foi de impressionantes R$ 495 mil, o que gera inquietação sobre a conformidade dos tribunais com as normas de remuneração estabelecidas.
Em 25 de março deste ano, o Supremo determinou que os pagamentos destinados aos magistrados não deveriam exceder, em nenhuma circunstância, o montante de R$ 78,8 mil mensais, englobando o salário e algumas verbas indenizatórias previamente autorizadas pelos ministros, como diárias e ajuda de custo em caso de promoção. Além disso, a Corte estabeleceu que as remunerações adicionais não poderiam ultrapassar 35% do salário regular do magistrado, uma decisão que visa oferecer maior transparência e equidade na remuneração dos juízes.
As justificativas apresentadas pelos tribunais para esses pagamentos irregulares basearam-se em uma resolução aprovada pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ), que autoriza o pagamento de verbas indenizatórias adicionais. A situação levanta questões cruciais sobre a legalidade e a constitucionalidade de tais pagamentos, especialmente à luz do recurso extraordinário em que o STF está analisando quais tipos de remuneração a juízes são considerados constitucionais. Essa discussão é vital para a manutenção da integridade do sistema judiciário e a confiança pública nas instituições.
