ESPORTE – Brasil é eliminado da Copa do Mundo e gera repercussão negativa em imprensa internacional após derrota para Noruega, evidenciando um futebol distante da sua tradição

A eliminação da seleção brasileira na Copa do Mundo 2023, ocorrida no último domingo, 6 de outubro, repercutiu intensamente na mídia internacional. Após a derrota por 2 a 1 para a Noruega, em Nova Jersey, as páginas e capas dos jornais esportivos ao redor do mundo estamparam o revés do Brasil, que não recebeu apenas críticas, mas também ironias sobre seu desempenho.

Em um dos principais veículos esportivos da Argentina, o Olé, a manchete refletiu o tom do resto da crônica: “No compasso do tamborim”. A análise sugeriu que a essência do futebol brasileiro, conhecida por sua posse de bola e habilidade técnica, foi substituída por uma abordagem mais pragmática e distante das tradições que tornaram a seleção famosa mundialmente. O texto concluiu que a falta de conexão com o seu legado custou caro, levando à derrota que poderia ser considerada histórica.

Na Itália, o Corriere dello Sport também abordou o insucesso brasileiro, destacando a atuação do atacante norueguês Erling Haaland, autor dos dois gols da partida. A publicação não hesitou em comparar a realidade da seleção com a da Azzurra, que, por sua vez, se encontra fora do Mundial pela terceira vez consecutiva. A ironia na análise ressaltou que, apesar das desvantagens enfrentadas pela Itália, a Noruega era um rival temido.

O periódico espanhol Marca, naturalmente, dirigiu seu foco para o confronto entre a seleção da Espanha e Portugal, que aconteceria no mesmo dia. Contudo, também destacou a derrota do Brasil, mencionando a importância do goleiro norueguês, Orjan Nyland, que se destacou durante o jogo. A reportagem apontou para as substituições feitas pelo técnico Carlo Ancelotti e questionou a ausência de Vinícius Júnior na cobrança de um pênalti crucial, enfatizando que, no Real Madrid, o jovem atacante possui um papel central em momentos decisivos.

Por fim, o jornal português A Bola trouxe uma perspectiva menos crítica sobre Vinícius Júnior, reconhecendo suas boas atuações durante o torneio e lamentando a eliminação de forma mais sensível. A publicação assinalou que, apesar de suas tentativas criativas e desempenhos dignos, o atacante e sua equipe não conseguiram avançar, encerrando precocemente suas esperanças na competição.

A fragilidade do futebol brasileiro neste torneio gerou debates acalorados e refletiu uma época de transição, onde os desafios enfrentados podem demandar uma reavaliação das estratégias e da identidade do time canarinho em busca de recuperar a glória perdida.

Sair da versão mobile