A oitiva, conforme estipulado por Moraes, será realizada de forma presencial na residência de Bolsonaro, onde ele se encontra cumprindo prisão domiciliar. O depoimento está agendado para a próxima terça-feira, às 15h. Essa medida surgiu após um pedido do delegado Thiago Boing, que é o responsável pela investigação. O delegado havia tentado intimar Bolsonaro anteriormente, mas não obteve sucesso devido à intervenções da equipe de segurança do ex-presidente.
Além de autorizar o depoimento, Moraes também estipulou um prazo de 48 horas para que a defesa de Bolsonaro informe se os agentes que fazem a segurança pessoal do ex-presidente são dispensados durante a noite. Essa questão pode influenciar na segurança do ex-mandatário, especialmente em um momento tão delicado em sua trajetória política e jurídica.
O caso teve início na última segunda-feira, quando uma abordagem policial em um ponto de bloqueio no Pistão Norte, em Taguatinga, resultou na apreensão da arma. Durante a blitz, um motorista que se identificou como servidor do Gabinete de Segurança Institucional (GSI) da Presidência da República, afirmou que a pistola pertencia a Bolsonaro. Além da arma, um carregador sobressalente do modelo Glock 9 milímetros foi encontrado.
O motorista relatou à polícia que estava transportando a arma para reparos, uma justificativa que foi confirmada pela defesa de Bolsonaro, que admitiu que o ex-presidente é de fato o proprietário do armamento. Contudo, os advogados destacaram que Bolsonaro não está sob proibição de manter a arma em sua casa. Essa complexidade reforça a necessidade de esclarecimentos durante o depoimento, que promete trazer novos elementos à investigação em andamento.





