Flávio Dino afirmou que a dispensa do diploma para o exercício da profissão causou complicações nos julgamentos sobre liberdade de imprensa, ressaltando o impacto dessa medida na garantia de direitos. Ele alertou para a possibilidade, decorrente dessa decisão, de que qualquer pessoa possa se autodenominar jornalista, o que poderia abrir espaço para situações prejudiciais e irresponsáveis.
Por sua vez, Alexandre de Moraes defendeu a regulamentação da profissão de jornalista, argumentando que o direito à liberdade de imprensa não pode ser utilizado como justificativa por indivíduos que utilizam as redes sociais para cometer crimes contra a honra e disseminar desinformação. Moraes destacou a facilidade com que qualquer pessoa pode se autoproclamar jornalista nas redes sociais, sem um respaldo profissional adequado.
A decisão do STF em 2009, que considerou inconstitucional a exigência do diploma de jornalismo e do registro profissional para o exercício da profissão, foi mencionada durante a discussão. A maioria dos ministros na época entendeu que o Decreto-Lei 972/1969 não estava em conformidade com a Constituição de 1988, que estabelece preceitos sobre a liberdade de expressão e o direito de informar.
Todo esse debate sobre a dispensa de diploma para jornalistas ocorre em meio a críticas direcionadas ao STF por autorizar medidas de quebra de sigilo contra o blogueiro maranhense Luís Pablo. A decisão de permitir a identificação da fonte do jornalista, que divulgou denúncias sobre o suposto uso irregular de veículos oficiais por Flávio Dino, gerou preocupação por parte da Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj) e da Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji).
Portanto, a discussão sobre a regulamentação da profissão de jornalista permanece em destaque no cenário jurídico e político do país, envolvendo questões delicadas que podem impactar diretamente a liberdade de imprensa e o exercício responsável da profissão.




