A decisão de liberar Costa Neto veio após a Procuradoria-Geral da República (PGR) emitir um parecer pela sua soltura. A PGR levou em consideração a idade avançada do político, 74 anos, e a ausência de grave ameaça ou violência para conceder a liberdade.
Na noite de sexta-feira, Moraes havia convertido a prisão do presidente do PL em preventiva, porém, solicitou a manifestação da PGR. Enquanto isso, os demais colaboradores do ex-presidente Jair Bolsonaro tiveram suas prisões mantidas. Seguem com prisão preventiva decretada o ex-assessor especial de Bolsonaro Filipe Martins Garcia, o coronel do Exército Marcelo Costa Câmara, e o major Rafael Martins de Oliveira.
Valdemar Costa Neto foi alvo de um mandado de busca e apreensão durante a Operação Tempus Veritatis, que resultou em sua prisão em flagrante na quinta-feira devido à posse de uma arma sem licença de uso. Posteriormente, a Polícia Federal encontrou uma pepita de ouro de origem não comprovada com o político, caracterizando um crime de usurpação mineral, que é inafiançável. A defesa de Costa Neto alegou que a pepita era de baixo valor e que a posse não configuraria um delito, bem como afirmou que a arma pertencia a um parente e estava registrada.
O advogado Fabio Wajngarten, que representa a defesa de Jair Bolsonaro, anunciou a liberdade provisória do presidente do PL nas redes sociais. Segundo Wajngarten, “O presidente Valdemar acaba de ser solto decorrente de decisão do Ministro Alexandre de Moraes. Teve concedida a sua liberdade provisória”.
A Operação Tempus Veritatis está investigando uma organização criminosa que teria atuado na tentativa de golpe de Estado. A situação de Costa Neto continua sendo um ponto de interesse público e pode ter desdobramentos significativos no cenário político brasileiro.





