O procurador-geral de Justiça do Rio, Antonio José Campos Moreira, destacou que a nova legislação é fundamental neste contexto, proporcionando ferramentas adicionais para combater essas organizações. Ele enfatizou que grandes grupos criminosos têm utilizado a violência não apenas como um meio para alcançar seus fins, mas também para coagir a população e explorar economicamente setores inteiros da sociedade. Com essa abordagem, a Lei Antifacção visa fortalecer a capacidade das autoridades em restabelecer a ordem e a justiça nessas áreas afetadas.
Moreira ressaltou a importância da uniformidade na aplicação da lei, afirmando que é essencial que o Ministério Público mantenha uma atuação coesa e coordenada no combate a essas organizações. Em seu discurso, ele deixou claro que a construção de entendimentos consistentes em torno da aplicação da nova legislação é imprescindível para o fortalecimento das ações institucionais.
Alexandre Araripe Marinho, assessor-chefe da Assessoria Criminal do MPRJ, também abordou a necessidade de uma interpretação harmônica dos novos instrumentos legais. Ele salientou que a dinâmica do crime organizado tem passado por transformações significativas e, por isso, é fundamental que as estratégias de combate sejam constantemente revisadas e adaptadas.
O encontro foi uma oportunidade para promover um debate enriquecedor sobre a aplicação da Lei Antifacção e os caminhos para efetivamente enfrentar as organizações criminosas que têm desafiado a segurança e os direitos dos cidadãos. A ampliação da discussão sobre esse tema é vital para o fortalecimento do sistema de justiça e para a proteção das comunidades afetadas pelo crime organizado no estado do Rio de Janeiro.
