JUSTIÇA – Médico anestesista é condenado a 30 anos de prisão por estupro de vulnerável em sala de parto no Rio de Janeiro. Justiça também determina indenização às vítimas.

Na última segunda-feira, o médico anestesista Giovanni Quintella Bezerra foi condenado pela Justiça do Rio de Janeiro a 30 anos de prisão em regime fechado. A sentença foi proferida devido a crimes de estupro de vulnerável contra duas mulheres durante seus trabalhos em uma sala de parto.

O julgamento, que ocorreu na 2ª Vara Criminal de São João de Meriti, revelará um caso chocante que remonta a julho de 2022, quando o anestesista foi flagrado abusando sexualmente de pacientes que estavam sedadas para um parto cesárea no Hospital da Mulher Heloneida Studart, na Baixada Fluminense. Em uma ação suspeita, a equipe de enfermagem do hospital notou que o médico aplicava quantidades excessivas de sedativos, o que levantou preocupações sobre o estado de consciência das parturientes. Diante disso, decidiram gravar o procedimento com um celular.

As filmagens, que foram analisadas pela delegada Bárbara Lomba, mostram Bezerra cometendo atos de violência sexual enquanto uma cirurgia estava em andamento, com um lençol cirúrgico isolando a parte superior do corpo da paciente. A reação da delegada ao revisar o conteúdo das imagens foi de incompreensão e horror, destacando a natureza excepcionalmente grave do que foi visto. Segundo ela, em seus 21 anos de experiência lidando com crimes, foi uma das situações mais estarrecedoras que já enfrentou.

Além da pena de prisão, o anestesista foi condenado a pagar uma indenização de R$ 50 mil para cada uma das vítimas, totalizando um montante significativo por danos morais. O impacto do crime não se restringe às vítimas, mas repercute por toda a sociedade, especialmente em um ambiente hospitalar onde a confiança é essencial.

Em resposta a este caso, o Conselho Regional de Medicina do Estado do Rio de Janeiro (Cremerj) se reuniu e, em um ato unânime, decidiu pela cassação definitiva do registro profissional de Giovanni Quintella Bezerra. Essa medida visa proteger futuras pacientes e reforçar a integridade da profissão médica, que é baseada na confiança familiar e na ética profissional.

O caso levanta discussões urgentes sobre a segurança das mulheres em ambientes hospitalares e a necessidade de protocolos mais rigorosos para proteger pacientes, especialmente aquelas em situações vulneráveis.

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